Estresse na sala de aula: a importância de fazer o que se gosta no trabalho do docente universitário

¹Alan Almario, ¹Camila Soares, ¹Wanda Pereira Patrocinio, ¹Maria Fernanda Costa Waeny

Resumo


Em uma sociedade cada dia mais competitiva e conectada é natural que vários fatores se somatizem produzindo estresse nas pessoas. Como não poderia deixar de ser, o ambiente de trabalho é considerado por muitos um dos fatores principais desse desequilíbrio entre o que se deseja e o que se concretiza, causando muitas vezes frustrações, irritações e, claro, estresse ocupacional. Fazer o que se gosta virou um chavão para muitos e é repetido à exaustão como a solução para que se tenha o trabalho dos sonhos e garanta a tão falada qualidade de vida no trabalho. A ideia não é nova, o filósofo Confúcio (551 a.C. - 479 a.C.) na antiguidade já ensinava que “Escolha um trabalho que você ama e você nunca terá que trabalhar um dia sequer na vida” e foi estudada por vários teóricos, inclusive da área de aprendizagem, como o psicólogo Ausubel (1918-2008) criador da teoria da Aprendizagem Significativa e mais recentemente pelo neurocientista Francisco Mora pesquisador espanhol da área de Neuroeducação. O objetivo da pesquisa foi analisar diferentes aspectos referentes à satisfação em seu trabalho, e consequente melhor Qualidade de Vida, do corpo docente da Universidade Ibirapuera (UNIb), mantida pela Associação Princesa Isabel de Educação e Cultura, situada em São Paulo/SP. O modelo teórico escolhido foi o de avaliação de Qualidade de Vida no Trabalho, de Richard Walton, composto de oito critérios, cada um com seus respectivos indicadores. Para cada critério foram desenvolvidas questões e, usando da metodologia de pesquisa, os docentes foram convidados a respondê-las juntamente com a enquete semestral realizada pela instituição por meio de sua Comissão Própria de Avaliação (CPA) que visa ouvir sua equipe para realizar melhorias na Universidade. Os resultados mostraram que o nível de satisfação que seu corpo docente tem com o trabalho é alto, o que contribui significativamente para o baixo índice de percepção de estresse ocupacional na Universidade.

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